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Intercâmbio e Comércio Exterior
Está em visita à UFSC a professora argentina Yenhy Diaz Colodrero, da Universidade Nacional do Nordeste, que esteve no CSE a convite do professor Fernando Seabra, do curso de Relações Internacionais. Ela conversou com alunos da cadeira de Comércio Exterior e fez contatos com professores de vários cursos para novas trocas de experiências. Também falou sobre o tema da internacionalização de pequenas e médias empresas.
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A vida no CSE – Luiz Salgado Klaes
Quem circula pela direção do Centro Socioeconômico seguramente já viu um senhor de barbas brancas, muito simpático, atendendo o telefone ou passando informações. Além disso, todas as segundas-feiras ele dá sua aula no Curso de Administração. É o professor Luiz Salgado Klaes, 80 anos de vida e 57 anos de trabalho na UFSC.
O professor Klaes entrou na UFSC no ano de 1966, quando tinha pouco mais de 20 anos, para trabalhar como técnico-administrativo. Enquanto trabalhava foi estudando e logo se formou em Economia. A partir daí, ele e outros colegas que haviam terminado o curso superior começaram uma batalha para subir na carreira. Naquele tempo as regras eram outras e não havia qualquer plano para isso. Depois de muitas idas e vindas junto à reitoria, os trabalhadores formados conseguiram passar para a categoria de professor e foi assim que Klaes começou a dar aula no Departamento de Economia em 1972.
Ali não ficou mais de um ano passando a formar o quadro do Departamento de Administração e desde aí segue dando aulas e vivendo a UFSC.
O tema de estudos ao qual ele dedicou uma vida é o cooperativismo. Teve sua primeira experiência numa cooperativa quando era ainda estudante de graduação e foi trabalhar numa Cooperativa de Trabalhadores de Cana de Açúcar, em São João batista. Depois disso não saiu mais desse espaço. Sendo, inclusive, hoje, diretor de uma Cooperativa de Crédito.
Na sua caminhada de estudos sobre o cooperativismo Klaes passou um tempo na Alemanha observando a realidade daquele país. “Lá é bem diferente. Há cooperativa para tudo, até para moradia e eles tampouco juntam produtos. É uma cooperativa para cada produto”. O professor também esteve em Turim, na Organização Internacional do Trabalho (OIT), igualmente estudando o assunto. E ainda passou pela Espanha e pela Áustria, sempre nesse tema. Ao longo da vida amealhou grande conhecimento acerca do cooperativismo e é justamente por isso que hoje segue atuando nesta área, seja no ensino ou na vida profissional.
Klaes se aposentou em 2012, mas vê a docência como uma grande paixão e não conseguiu ficar fora da UFSC decidindo então ficar como professor voluntário. Tem contrato até o ano 2024.
O professor já completou 80 anos, mas é pura energia, tanto que além de dar aulas, ajudar na direção do centro e dirigir uma cooperativa, ele encontra tempo para o escotismo, prática que vive desde menino. Não é sem razão que está preparando um grande livro sobre a história do escotismo em Santa Catarina desde 1910. Também acabou de organizar outro livro sobre o cooperativismo, é claro, porque acredita firmemente que as cooperativas são ferramentas muito importantes para o desenvolvimento do país.
O professor Luiz Salgado Klaes é parte dessa vida generosa que pulula no CSE.
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Cinema e Direitos Humanos
O Núcleo de Estudos em Direitos Humanos, Pluralismo e Democracia (NDHPD/DSS/UFSC), vinculado ao Departamento de Serviço Social, convida os(as) profissionais das instituições do Sistema de Garantia de Direitos, pais e/ou responsáveis, comunidade acadêmica e demais interessados para participarem do evento de extensão: CINEDIREITOS, que fará a exibição e diálogo sobre o Curta-metragem “O SEGREDO”.
Essa atividade integra o conjunto de ações do Projeto de Extensão: Grupo de Estudos, Supervisão profissional e Comunicação Educativa (GEVICE). E faz parte do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio).
Objetivo: aprofundar as discussões sobre violência sexual contra crianças e adolescentes, utilizando o cinema como estratégia para o diálogo teórico-prático.
Metodologia: o filme será exibido de forma híbrida, presencialmente no auditório do Centro Socioeconômico, bem como virtual e simultaneamente pelo canal do Youtube GEVICE UFSC (link: GEVICE – YouTube). Após a transmissão haverá uma fala da Assistente Social Leandra Karsten, especialista em violência sexual contra crianças e adolescentes e Assistente social do Serviço de Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI/CREAS-Ilha), de Florianópolis (SC). Na sequência, haverá um diálogo ampliado com os participantes por meio de perguntas, tanto daqueles que estarão presencialmente, quanto aqueles que participarão virtualmente (via canal do Youtube).
Horário e local: o CineDireitos acontecerá no dia 17/05/2023, de 19h00 às 21h30 no auditório do Centro Socioeconômico da UFSC (presencial) e no canal do youtube (virtual), para aqueles fora de Florianópolis e impossibilitados de comparecer presencialmente. Não há necessidade de inscrição prévia e a participação será certificada mediante comprovação da presença, durante a realização do CineDireitos.
Coordenação e convidada: Profª. Andréa Lohmeyer (Docente do DSS/UFSC e Coordenadora do Projeto de Extensão) e a Assistente Social Leandra Karsten (PAEFI/CREAS).
Apoio institucional: Coordenação do Curso de serviço Social da UFSC
Aguardamos sua presença para discutirmos sobre um tema que tem exigido do Estado, da família e da Sociedade em geral, ações concretas no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.
Em caso de dúvidas, comunique-se pelo Instagram @falesemsegredo.
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Necat divulga documento sobre produção industrial
Em fevereiro de 2023, a produção física industrial expandiu 1,8% em Santa Catarina, pela perspectiva da série mês a mês. Essa expansão anulou a queda registrada em janeiro e retornou o índice ao patamar de agosto de 2022, aproximando-se também do patamar de fevereiro de 2020, ainda que não superando-o.
O Necat, que estuda sistematicamente a economia catarinense, divulgou documento de análise do mês de fevereiro. Veja no link
https://drive.google.com/file/d/1uykjXtzH3VeJKL9FU0-_K1F7RHO-BOje/view
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IELA promove Primeiro Encontro da Rede de Estudos Brasileiros (REB)
O Instituto de Estudos Latino-Americanos realiza neste final do mês de abril uma jornada inédita de pensamento crítico com Primeiro Encontro da Rede de Estudos Brasileiros. Será nos dias 29 e 30 de abril e primeiro de maio, no Auditório do CSE/UFSC.
A Rede de Estudos Brasileiros é uma iniciativa importante do IELA destinada a cumprir função estratégica na Universidade no Brasil, sobretudo quando se considera a urgente necessidade de nacionalização da vida intelectual em nosso país. A partir do curso “O que ler para entender o Brasil” lançado no IELA em 2022 com a participação de mais de 2.000 alunos trabalhando em regime eletrônico a partir de aulas mensais oferecidas gratuitamente, emergiu como necessidade especialmente aguda em professores e alunos inscritos, a elaboração de planos de ensino e ofertas de disciplinas em todos os níveis da educação.
Após inúmeras reuniões de trabalho com inscritos em todo o Brasil, decidimos organizar na UFSC de maneira presencial o I Encontro da Rede de Estudos Brasileiros destinado a refletir sobre o trabalho e organizar iniciativas semelhantes em todas as universidades brasileiras e escolas com as quais temos alunos inscritos. Esta iniciativa pioneira do IELA-UFSC inaugura de maneira sistemática um esforço de nacionalização da experiência universitária no Brasil especialmente na área de ciências humanas e sociais. Nossa experiência anterior – A Rede Brasileira de Estudos Latino-americanos – que conta também com uma publicação regular importante, a REBELA, nos dá à certeza de que esta iniciativa fortalece o trabalho do IELA como, da mesma forma, reforça a importância da UFSC no cenário nacional.
Em nosso primeiro encontro contaremos com a presença de pensadores nacionais e patriagrandinos de reconhecida capacidade intelectual e notável contribuição para o pensamento social que há quase duas décadas o IELA-UFSC desenvolve e que já conquistou reconhecimento nacional e continental.
Programação
Dia 29/ 04 Sábado
14h – Abertura
Conferência: A política Externa do Estados Unidos para o Brasil
Camila Vidal
16h
Conferência: O trabalhador escravizado na historiografia brasileira
Mario Maestri
Intervalo
19h30min
As revoluções latino-americanas e o Brasil
Waldir Rampinelli
Dia 30/04 Domingo
10h
Conferência: A cultura brasileira
Gilberto Felisberto Vasconcellos
14h
Conferência: A guerra do Paraguai e o revisionismo histórico
Alejandro Olmos Gaona
16h
Conferência: Por uma teoria do Brasil
Nildo Domingos Ouriques
19h30min
Conferência: O nacionalismo econômico e o Direito
Gilberto Bercovici
Dia 01/05 Segunda-feira
9h30min
Encontro organizativo da REB
Todas as atividades serão no Auditório do CSE/UFSC
Sobre os conferencistas
Alejandro Olmos Gaona é historiador e tem se dedicado ao estudo da dívida externa. Mas, outro tema que ocupa o pesquisador é a obscura guerra contra o Paraguai que foi levada a cabo pela Argentina, Brasil e Uruguai, e sobre a qual escreveu um livro. Olmos é um dos historiadores que discute criticamente a guerra contra o Paraguai, cuja verdade histórica tem sido frequentemente boicotada pelo relato oficial. Sobre esse tema, e a participação do Brasil, ele fala no Primeiro Encontro da Rede de Estudos Brasileiros.
Mario Maestri é historiador e tem uma vasta obra publicada sobre o tema da escravidão e da história brasileira. Neste encontro da Rede de Estudos Brasileiros ele tratará do período escravista do Brasil.
Gilberto Felisberto Vasconcellos é sociólogo, escritor e um estudioso da cultura brasileira. Esse será o tema da sua conferência no Primeiro Encontro da Rede de Estudos Brasileiros.
Nildo Ouriques é economista e um especialista em América Latina. No último ano tem se dedicado a estudar aspectos da vida brasileira e está organizando a Rede de Estudos Brasileiros. No encontro falará sobre uma teoria para o Brasil.
Camila Vidal é professora no Curso de Relações Internacionais e seu tema de estudos são as políticas dos Estados Unidos para a América Latina. No encontro da REB falará sobre os EUA e o Brasil.
Waldir Rampinelli é professor na UFSC, diretor da Edufsc e escritor dedicado a compreender as revoluções latino-americanas. No encontro apresentará a relação destas revoluções com o Brasil.
Gilberto Bercovici é professor de Direito Econômico na USP e suas pesquisas caminham na direção do debate sobre o nacionalismo, subdesenvolvimento e soberania. No encontro falará sobre o direito econômico e o nacionalismo.
Informações:

Telefone: 999078877
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Informativo do Necat
Já está no ar mais um Informativo do Necat. Acesse e Fique por dentro.
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Ucrânia e Brasil
Está programada para o dia 03 de maio, às 14h30min, na sala 109 do CSE, a palestra “Conflito na Ucrânia: origens e consequências para o Brasil”; com a participação de Valdir da Silva Bezerra (autor de livro sobre Rússia e mestre em relações internacionais pela Universidade de São Petesburgo) e Ana Lívia Esteves (doutoranda em relações internacionais na escola superior de Economia de Moscou e correspondente da agência Sputnik).DATA: 03/05/2023;
HORÁRIO: das 14:30 horas até às 16:00 horas (de Brasília);
FORMA DE INSCRIÇÃO: enviar e-mail para –
VAGAS LIMITADAS -
Natureza e soberania
O INCT-INEU convida a todos para o evento “NATUREZA E SOBERANIA: Constrição tecnológica, em linha com a espoliação da biodiversidade, na geopolítica contemporânea” com a presença de Bruno Barbosa. O evento debaterá o papel da pauta ambiental na disputa geopolítica e no desenvolvimento econoômico.O evento irá ocorrer no miniauditório do CNM, no dia 2 de maio, terça-feira, às 19h.
Bruno é bacharel em Direito pela UFMG e mestre em Geografia pelo Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional e Urbano – PPGEO/UFSC. É analista Ambiental do Ibama desde 2003 com experiência em fiscalização e gestão estratégica, sendo também especializado em matéria de propriedade intelectual e desenvolvimento tecnológico.
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Educação Financeira
Vem aí a Semana da Educação Financeira NUFIPEC, um evento que reúne os principais temas relacionados ao Mercado Financeiro, tais quais: Primeiros passos para um bom investimento, Finanças Comportamentais, Milhas e Carreiras. O Núcleo de Finanças Pessoais e Comportamentais da UFSC, NUFIPEC, convida todos para participar das palestras que ocorrerão nos dias 16 e 18 de maio de 2023 no auditório do Centro Socioeconômico da UFSC.
PROGRAMAÇÃO
16/05 às 10:00 horas: Por onde começar?
Nos dias de hoje, saber lidar com o dinheiro é essencial para todos. Nesta palestra você aprenderá os primeiros passos para começar a investir seus recursos, a partir de informações básicas do mercado financeiro, como taxa de juros e inflação, bem como a tríade dos investimentos: liquidez, rentabilidade e segurança.16/05 às 11:00 horas: Finanças Comportamentais
Na economia clássica via-se um lado totalmente racional dos humanos, entretanto, com o passar do tempo, a irracionalidade nas decisões financeiras e econômicas foi percebida. Em outras palavras, nada é tão previsível ou tudo é previsivelmente. Assim, já que as finanças comportamentais esclarecem a irracionalidade dos comportamentos humanos, na palestra, serão apresentadas as principais armadilhas que o cérebro humano cai quando as decisões são tomadas pelo piloto automático ou pelas emoções.18/05 às 19:00 horas: Carreiras do Mercado Financeiro
A partir da ideia de que o Mercado Financeiro é um setor bastante complexo e sua estrutura é ampla, não se limita somente ao âmbito de Agências Bancárias, Corretoras e Bolsa de Valores. Dessa forma, conheça mais sobre as grandiosas carreiras do mercado financeiro na palestra.18/05 às 20:15 horas: Transformando o limite do cartão em: dinheiro, viagens e experiências.
Como transformar limite em dinheiro com qualquer cartão de crédito e ainda viajar praticamente de graça para qualquer lugar do mundo através das milhas aéreas. ✈️Para participar, inscreva-se no link: -
Como surgiu o dia dos Povos Indígenas?
O dia 19 de abril, que por muito tempo foi denominado “Dia do Índio”, é fundamentado nos debates travados durante o Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México entre os dias 14 e 24 de abril de 1940, no qual os povos indígenas foram proibidos de participar. Insatisfeitos com o ocorrido, decidiram, no dia 19 daquele mês, tomar parte da discussão mesmo sem o convite. Ao fim do Congresso ficou, entre diversas recomendações, decidido que os países participantes criassem o dia do aborígene americano. No entanto, alguns dos participantes não acataram imediatamente as deliberações, como foi o caso do Brasil.
Depois de anos de muita pressão e resistência dos povos indígenas, somente em 1943, durante o Estado Novo, o então presidente Getúlio Vargas instituiu um Decreto-Lei que finalmente estabelecia a data comemorativa. Porém, sabe-se que o responsável por convencê-lo foi o Marechal Rondon, o qual era neto de integrantes dos povos indígenas e foi o criador do embrião que deu origem à atual Funai. É nesse contexto, portanto, que ficou estabelecido que dia 19 de abril seria o “Dia do Índio” dentro do contexto brasileiro.
Por que houve mudança na nomenclatura?
Por fim, cabe destacar que muitas lideranças indígenas criticaram e ainda criticam a utilização da nomenclatura “Índio”, visto que a palavra em questão traz consigo esteriótipos e preconceitos que remontam a ideia de selvageria, além de esconder a diversidade dos povos indígenas, fazendo com que se denote a existência de apenas um povo. Foi apenas em 2022 que o nome foi alterado para “Dia dos povos Indígenas”, através da Lei N. 14.402, sendo a autora do projeto a Deputada Federal indígena Joênia Wapichana (REDE-RR). Mesmo com o veto do ex-Presidente da República Jair Bolsonaro, o projeto foi aprovado por maioria no Senado.
Importância desse dia
Esse dia tem como objetivo a manutenção das histórias e das culturas dos quase 900 mil indígenas existentes no Brasil. Além disso, é preciso que prensemos nos avanços que devem acontecer para que tais povos possam viver sendo respeitados e com dignidade. Portanto, o dia 19 é um dia de reflexão e dia de enaltecer a luta indígena!
É preciso falar dos estudantes indígenas da nossa Universidade!
Os estudantes indígenas estão presentes em diversos cursos, como nas Ciências Sociais, na Psicologia, no Jornalismo, em Relações Internacionais, etc. São aproximadamente 283 estudantes na UFSC. Atualmente 45 desses estudantes residem na ocupação Maloca-UFSC, juntamente com 11 crianças. Longe de ser o lugar mais adequado, a ocupação apresenta problemas como infiltração nos dias de chuva, perda de energia elétrica, superlotação, entre outros. No entanto, a maloca ainda é uma forma de resistência dos estudante indígenas e uma forma de permanência dentro da universidade.
Contra o marco temporal e pela demarcação das terras indígenas
É nesse contexto que os estudantes indígenas da UFSC embarcam nesta sexta-feira, dia 21 de abril, rumo à Brasília para lutar pela demarcação das terras e contra o marco temporal, no Acampamento Terra Livre, que é o maior movimento indígena do Brasil, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil. Dessa forma, o Centro Acadêmico de Relações Internacionais apoiará a viagem com um Café que será realizado no dia 19 de abril, no Hall do CSE, às 16 horas, com o objetivo de arrecadar recursos para a viagem desses estudantes.
Texto escrito por Eliel Ukam Patté Camlem, do povo Xokleng, e por Gabriella Lamin do Curso de Relações Internacionais. Foi revisado por Matheus da Costa Martis e diagramado por Sophia Dalla Costa da Silveira e Isabela Dalla Lana. Todos integram o Centro Acadêmico de Relações Internacionais da UFSC.





